Se não és antifascista és fascista. Pronto. Feijoo nega-se a fazer cordão sanitário frente ao VOX? Daquela é um fascista. Isso significa que no estado espanhol haverá proximamente um governo fascista, e como já sabemos o que é o fascismo, também sabemos que nenhum governo fascista é legítimo, pois?
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E se esse fascista é escolhido pela maioria da população? É legítimo um governante fascista escolhido por uma maioria fascista? 
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Que significa a palavra “legítimo” nesse contexto?
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Pablo Garcia Carvalhido, conforme a lei, já que as eleições são um direito democrático estabelecido pela lei. Ninguém é obrigado a votar em fascistas, então…
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Isso é. Ilegítimo seria o fascismo imposto à força por meio de um golpe de estado mais tudo aquilo que figer, independentemente da forma em que chega ao poder, contra os direitos da população.
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Paulo Sou Eu a resposta à tua pergunta que eu daria é: não existe a democracia em abstracto, como conceito ideal, a democracia também está mediada pola dialética de classes. Nós vivemos na democracia burguesa, com os valores e princípios que mantêm essa sociedade e os mecanismos da acumulação e a desigualdade. O que temos que procurar é o seu oposto dialético: a democracia popular e operária.
Para entender melhor esse antagonismo inevitável, eu diria que as democracias burguesas nas que vivemos, são por sua vez, ditaduras da burguesia sobre a classe trabalhadora, e o seu oposto, a democracia popular e revolucionária dos trabalhadores é a ditadura do proletariado sobre a burguesia.
Não há alternativa no meio, polo menos até acabar definitivamente com as classes sociais, as sociedades de classes, polo que mentres não o consigamos, há que optar necessariamente por uma delas. E tampouco é possível nenhuma “conciliação de classes”.
Em definitiva, respondendo à tua pergunta: nas democracias burguesas, incluso sem fascismo, apenas escolhemos quais burgueses nos vão explorar, e em que medida; os fascismos unicamente são a versão mais agressiva, violenta e descarnada desse domínio da burguesia.
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Paulo Sou Eu,na minha opinião,sim. Ainda sendo discutíveis as intoxicadoras formas, como as fack news e/ou o recurso à mentira como fazem constantemente.
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Paulo Sou Eu Seria um governo legal, conforme ao ordenamento jurídico do reino da Espanha mas, objectivamente nem sei se se poderia considerar legítimo ainda do ponto de vista mais aséptico ou benevolente. Neste ponto costuma-se colocar o exemplo da vitória na eleições federais de 1932 na Alemanha, que ganha o NSDAP com maioria simples, ou as seguintes de 1933 nas que de novo obtivo umha maioria simples, mas que mediante umha coligaçom de governo com o DNVP (Partido Popular Nacional Alemão) e o ZDP (Partido de Centro Católico) permitiu a organizaçom de um governo estável liderado polos fascistas. O governo fascista nessa altura teria sido evidentemente legal, mas o estudo do seu contexto revela-o absolutamente ilegítimo. Para alem de comparações quiçá extemporâneas (ou nom tanto…), a resoluçom do conflito moral tem mais a ver com o Paradoxo da Tolerância de Karl Popper. Um futurível governo que nega ou atenta contra contra os direitos fundamentais das pessoas nunca pode ser legítimo, e combatê-lo passa a ser um imperativo moral (by any means necessary).
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Formalmente seria um governo legítimo, legalmente também, enquanto que ganhadores de uma eleiçoes livres e democráticas, claro que a escalada fascista do estado espanhol nao se restringe às eleiçoes,. De facto, vao sobir ao poder em virtude de umas eleiçoes que eles próprios já deslegitimaram, pondo em vráias ocasioes em causa a limeza do rocesso e negando a veracidade dos resultados
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O problema foi deixar presentar Vox ás eleccións e xa presentado non lle facer todos os partidos -non só o PP- o cordón sanitario.
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FOTO CABECEIRA DA MAN DE PORTAL ACADEMICO
