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Xoves 8 de xullo de 2021.

 

No passado mês de Abril, o Centro Social Gomes Gaioso fijo 14 anos na Rua Marconi do bairro das Atochas. Quase umha década e meia sendo um ponto de encontro para as diversas iniciativas do tecido associativo local e, ao mesmo tempo, oferecendo umha programaçom cultural desde parámetros ideológicos de esquerda, feministas e de defesa da Galiza. Tudo assentado no voluntarismo das pessoas associadas e na total ausência de fins lucrativos. Durante este período, assistimos a sucessom de governos municipais de diversa cor e signo político. Estamos na condiçom de poder afirmar que nenhum deles foi pior do que o presidido por Inés Rey.
Tal e como anunciamos polas redes, a inícios de maio recebemos umha notificaçom informando do feche cautelar do nosso espaço devido a um relatório da polícia local que questionava o nosso status como associaçom. Tal relatório foi inspirado num incidente inédito para nós: em março, uns agentes com atitude de valentons de escola pretendérom sem êxito realizar umha inspeçom para a que nom contavam com a pertinente ordem de registo. Descontentes, redigírom um informe trapaceiro que provocou a nossa suspensom atual. Durante este feche, presentamos alegaçons que certificavam a nossa natureza associativa e desmontavam a peregrina argumentaçom na nossa contra. Aliás, solicitamos umha reuniom formal com as pessoas responsáveis da área de urbanismo com o ánimo de expormos a nossa situaçom e esclarecermos o equívoco. Numha mostra do espírito dialogante da presente corporaçom municipal do PSOE, a nossa petiçom nom mereceu, até o momento, nem umha simples negativa. O que sim recebemos foi a denegaçom das nossas alegaçons e a confirmaçom do feche num escrito ateigado de ameaças punitivas no caso de desobedecer. Escrito que, dito seja de passagem, estava redigido integramente em espanhol; polo que, desde já, exigimos que nos informem em galego conforme a vigente ordenança municipal em matéria linguística.
Nom adianta fingir o contrário: o Centro Social Gomes Gaioso atravessou umha dura etapa durante a pandemia, quando a nossa atividade viu-se necessariamente interrompida por motivos de saúde pública. A mesquinha vontade hostil que mostra o cacicado municipal connosco, acrescenta-se a estes problemas e situa-nos no que talvez seja o momento mais crítico da nossa história organizativa. Mas se estes corruptores da palavra “socialismo” acham que simplesmente vamos desistir ou dispersar-nos, é que perdêrom umha boa oportunidade nestes últimos 14 anos: a de conhecer-nos. Nom hai problema. Terám a oportunidade de fazê-lo nos próximos meses.